Indústria Criativa do Rio movimenta R$ 41 bilhões e já representa 8% do PIB carioca, revela estudo da Prefeitura do Rio e Firjan – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
Junho 1, 2026Estudo inédito “Mapeamento da Indústria Criativa do Rio de Janeiro”, produzido pela Prefeitura do Rio, por meio das Secretarias Municipais de Cultura (SMC) e de Desenvolvimento Econômico (SMDE), e da Riotur, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), identificou que as empresas criativas da capital fluminense movimentaram cerca de R$ 41 bilhões, em 2025. O valor representou 8% do PIB carioca. Os dados serão divulgados no Rio2C, evento de criatividade e inovação da América Latina, que acontece de 26 a 31/05, na Cidade das Artes.
A pesquisa aponta que a cidade do Rio ocupa o segundo lugar entre as capitais brasileiras, atrás apenas de São Paulo, em número de empresas criativas. O levantamento mostra que, em 2023, o Rio de Janeiro contava com 5.245 empresas criativas responsáveis por gerar quase 100 mil empregos diretos. A massa salarial dos trabalhadores da economia criativa na cidade chegou a cerca de R$ 1,3 bilhão, equivalente a 10,7% de toda a massa salarial formal do município.
No período, o número de empresas criativas na capital carioca correspondia a 62,5% do total do estado e a 5% do país. Já a quantidade de empregos do segmento na cidade do Rio representava 7,9% da registrada no país e 74,8% no estado.
– A criatividade é parte da identidade do carioca e também um diferencial competitivo da cidade. O Rio de Janeiro consolidou a economia criativa como um dos principais motores do desenvolvimento do município, responsável por movimentar R$ 41 bilhões por ano e gerar quase R$ 1 bilhão em arrecadação de ISS. Esse é um setor estratégico, que combina inovação, cultura, tecnologia e empreendedorismo, fortalecendo a nossa capacidade de atrair investimentos, turismo, talentos e grandes eventos -, ressalta o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere.
– Essa discussão e este estudo sobre a Indústria e a Economia Criativa têm total importância para o Rio de Janeiro. Nossa cidade ocupa lugar central na formação da imagem do Brasil. Projetamos para o país e para o mundo um soft power único, fruto da nossa capacidade criativa, cultural e patrimonial, além do nosso estilo de vida -, complementa o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.
Entre as Regiões Administrativas, Centro, Barra da Tijuca, Zona Portuária, Botafogo e Jacarepaguá concentram o maior número de trabalhadores em empresas criativas. Já as regiões mais especializadas no setor são: Porto Maravilha, Ilha do Governador, Lagoa, Ramos e Barra da Tijuca.
– O destaque da região Portuária no indicador de especialização criativa está diretamente relacionado ao processo recente de revitalização econômica da região e à consolidação do projeto Porto Maravalley, que tem como objetivo transformar a região portuária em um polo de inovação, tecnologia e empreendedorismo, destaca o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura do Rio, Osmar Lima.
Entre 2022 e 2023, o segmento de Cultura liderou o crescimento do setor criativo na cidade, com alta de 11,4%, seguido pelo de Tecnologia, que cresceu 7,5%. O levantamento também aponta que o Rio possui 97.996 microempreendedores individuais (MEIs) criativos, o equivalente a 5,7% do total do país e 52,7% do estado.
– A cultura tem papel estratégico no desenvolvimento do Rio de Janeiro, tanto na valorização da identidade da cidade quanto na geração de oportunidades, ocupação urbana e dinamização da economia. Projetos como o Reviver Cultural, a Semana de Artes do Rio, os novos editais de fomento e a Biblioteca dos Saberes reforçam o compromisso da Prefeitura em ampliar o acesso à cultura, fortalecer a rede cultural carioca e transformar o Centro em um polo cada vez mais vivo, criativo e conectado com a população -, afirma o secretário municipal de Cultura do Rio, Lucas Padilha.
Já entre 2020 e 2025, a arrecadação real do Imposto Sobre Serviços (ISS) das atividades criativas aumentou 74,3% na cidade do Rio, saltando de cerca de R$ 572 milhões para quase R$ 1 bilhão.
– As discussões de economia criativa também se aproximam do planejamento urbano, no que se refere às estratégias de revitalização e à formação de polos e distritos criativos. Essa interrelação entre criatividade, desenvolvimento urbano e crescimento econômico ganha contornos concretos no município. A cidade reúne densidade produtiva criativa, diversidade cultural, visibilidade internacional e um conjunto de projetos estruturantes capazes de reorganizar fluxos, atrair investimentos e criar centralidades econômicas. O exemplo mais evidente é a região do Porto Maravilha -, afirma a consultora em Ambientes de Inovação da Casa Firjan e uma das responsáveis pelo Mapeamento, Julia Zardo.
O estudo completo está disponível no Observatório Econômico, no link: https://observatorioeconomico.rio/
