Prefeitura investe em laboratórios de Ciências e alunos ganham espaço para experimentar, criar e sonhar

Abril 19, 2026 Não Por admin

A Prefeitura de João Pessoa, através da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), tem investido na instalação de laboratórios de Ciências da Natureza nas unidades da Rede Municipal de Ensino. Até o momento, 22 laboratórios completos já foram implantados e mais 8 kits pedagógicos, apropriados para unidades menores, foram entregues. A previsão é entregar um total de 48 kits – 20 deles ainda este ano. O objetivo é promover a alfabetização científica e o ensino por investigação aos alunos do Ensino Fundamental, que ganham um espaço para experimentar, criar e sonhar.

“A implantação dos laboratórios de Ciências e a distribuição dos kits pedagógicos representam um passo estratégico da nossa gestão para fortalecer a aprendizagem dos estudantes. Estamos investindo não apenas em estrutura, mas em oportunidades concretas de desenvolver o pensamento científico, a curiosidade e o protagonismo dos nossos alunos. Nosso compromisso é garantir que todas as escolas, independentemente do seu porte, tenham acesso a recursos que tornem o ensino mais dinâmico, investigativo e conectado com a realidade”, destacou a secretária de Educação e Cultura, América Castro.

O professor doutor João Justino Barbosa, coordenador de Ciências da Natureza da Sedec, afirmou que a implantação dos laboratórios está sendo feita de forma gradativa. “Nós já instalamos 22 laboratórios de Ciências na Rede Municipal de Ensino. No início de 2026, nós instalamos três novos laboratórios – na Escola Dom José Maria Pires, na Escola Professor Afonso Pereira da Silva e no Centro Escolar Municipal de Atividades Pedagógicas Integradoras (Cemapi), inaugurado recentemente”, disse.

Além da instalação de laboratórios, a Sedec também vem trabalhando com a perspectiva da adoção de kits pedagógicos, apropriados para unidades educacionais menores. “São kits para escolas que não têm estrutura física para receber um laboratório completo. Nesses casos, a Sedec encaminha um kit reduzido para que seja utilizado nas aulas de Ciências da Natureza, composto por materiais utilizados nos laboratórios. São oito laboratórios desses menores já entregues. A previsão é entregar mais 20 kits ainda este ano”, garantiu João Justino Barbosa.

Segundo explicou o coordenador, a instalação dos laboratórios e distribuição de kits foi planejada para atender os alunos de toda Rede Municipal de Ensino de João Pessoa. “Nós temos laboratórios instalados na Escola Lynaldo Cavalcanti, no Bairro das Indústrias, na Escola Integral Duque de Caxias, no Costa e Silva, mas também temos laboratórios em escolas nos bairros do Bessa, no José Américo de Almeida, nos Bancários, um alcance em, praticamente, toda a cidade”, frisou.

Segundo ele, os laboratórios de Ciências são equipados com materiais de ponta, para possibilitar um aprendizado lúdico e inovação pedagógica na base curricular do Ensino Fundamental. Os laboratórios contam com equipamentos que possibilitam o aprofundamento do conhecimento da Biologia, Física, Química e Geociência. São microscópios trinoculares, esqueletos, lâminas com microrganismos, materiais luminários, amostra de rochas e minerais, além de kits com cerca de 80 tipos de reagentes, modelos moleculares, ímãs e circuito elétrico.

Estímulo da criatividade – Uma das escolas beneficiadas foi a Escola Municipal Aruanda, localizada no bairro dos Bancários. “A instalação de laboratórios muda a rotina pra melhor dos estudantes. O laboratório estimula a criatividade, a curiosidade e a autonomia. Então, deixo eles bem livres. Por exemplo, os alunos extraíram o DNA do morango e tiveram a ideia de ver no microscópio. Aqui é um espaço de livre pensamento”, reforçou a professora Isabel Feitosa, que ministra aulas para as turmas do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental.

A educadora contou que a instalação do laboratório e a participação em Olimpíadas motivou a escola a criar o Clube de Ciências. “A gente se reúne justamente para utilizar o espaço, fazer atividades extracurriculares e se preparar para participar de olimpíadas científicas. Estamos nos preparando para a etapa municipal agora em maio e, posteriormente, vamos para a competição nacional. Atualmente, a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) é considerada a maior da Educação Básica”, disse.

Essa dedicação da professora e dos alunos já rendeu a Escola Aruanda várias premiações. “A Aruanda foi a primeira escola da rede a ganhar o ouro na Jornada Nacional de Foguetes, da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, inclusive na competição realizada em 2025, no Rio de Janeiro, competindo com 99 equipes de todo o Brasil. A gente ficou em 12º lugar na competição geral, mas também ganhamos medalhas de ouro”, revelou Isabel Feitosa.

A estudante Alice Peres, de 12 anos, já está familiarizada com as atividades no laboratório de Ciências. Ela foi uma das alunas que extraiu o DNA do morango. Alice está cursando o 8º ano do Ensino Fundamental e atualmente está participando do projeto da construção de um foguete para competir na OBA, etapa local, no próximo dia 12 de maio, na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes. “O foguete que for mais longe, vence”, resumiu. Ela também já ganhou medalha de prata no Campeonato Municipal de Artes, com um trabalho voltado para a defesa do meio ambiente.

Alice comentou, ainda, a recente missão da Nasa à Lua, a Missão Artemis II. “Bom, se eu fosse trabalhar num projeto como esse, eu gostaria de ajudar as pessoas que fossem participar, ajudar em estratégias e estudos. É muito bom as pessoas irem para o espaço e trazer bastante estudo e matéria para a gente explorar. É uma coisa muito grande que a gente não conhece, mas apesar de bom também é perigoso, é arriscado”, comentou.

A colega de turma de Alice, a estudante Maria Rita, de 13 anos, também acompanhou as notícias sobre a Missão Artemis II. “Na Olimpíada do ano passado caiu uma ou duas questões de Astronomia sobre a Missão Artemis, inclusive sobre foguetes e eu já sabia a resposta. Fiquei muito feliz”. Nessa Olimpíada, Maria Rita ganhou ouro na competição de foguetes na prova escrita. “A coisa que eu mais foquei nos estudos no ano passado foi sobre a aerodinâmica do foguete e deu tudo certo”, complementou.

O aluno do 9º ano, Vinicius Otávio, de 13 anos, é um desses estudantes que adora passar o tempo no laboratório. Ele também trabalha no projeto da construção de foguetes e faz parte do Clube de Ciências. “Eu comecei esse ano. Eu acho bem massa, bem criativo. Nosso foguete ainda está em preparo. Estudar para as Olimpíadas em um laboratório de Ciências como o nosso, realmente, ajuda muito a desenvolver o projeto e também na interação com os colegas de turma”, afirmou.

Segundo relatos da professora e alunos, o laboratório de Ciências está sempre ocupado pelos estudantes do 8º e 9º anos devido à proximidade das Olimpíadas. São 80 inscritos da escola, divididos em grupos de três alunos. No Clube de Ciências são dois dias na semana, cada um com uma turma de 30 alunos que passam uma hora e meia concentrados em atividades. “É um espaço de descoberta, de criatividade, de protagonismo”, concluiu a professora Isabel Fonseca.